Investir em renda variável é uma das principais alternativas do mercado financeiro para quem busca as melhores rentabilidades. Entretanto, como essa classe apresenta mais riscos, o investimento nela pode ser não ser adequado para investidores de todos os perfis. Isso acontece porque, diferentemente da renda fixa, os ativos e derivativos de renda variável não apresentam […]

Investir em renda variável é uma das principais alternativas do mercado financeiro para quem busca as melhores rentabilidades. Entretanto, como essa classe apresenta mais riscos, o investimento nela pode ser não ser adequado para investidores de todos os perfis.

Isso acontece porque, diferentemente da renda fixa, os ativos e derivativos de renda variável não apresentam garantias para sua carteira. Desse modo, é preciso conferir se você tem uma tolerância mais alta ao risco e se é a hora certa de investir nessas alternativas.

Você quer saber se está pronto para investir em renda variável? Neste artigo, explicarei como entender se esse é o momento ideal.

Vamos lá?

Quais são as principais alternativas da classe?

Antes de entender se você está pronto para investir em renda variável, é oportuno saber quais são os principais produtos da classe. Assim, já será possível visualizar as oportunidades existentes para sua carteira.

Confira quais são elas!

Ações

As ações estão entre as oportunidades mais populares da renda variável. Elas representam parcelas do capital social de empresas listadas na bolsa de valores e permitem que os investidores se tornem sócios dessas companhias.

O lucro do investimento pode ser proveniente, por exemplo, da venda dos papéis após a valorização. Geralmente, quando as empresas se desenvolvem e alcançam bons resultados, as ações podem aumentar a cotação.

Nesse cenário, os investidores podem negociar os papéis para lucrar com a diferença entre preço de venda e de compra.

Também é possível obter rendimentos a partir de proventos, como dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). Nesses dois casos, as empresas distribuem parte dos lucros aos acionistas, permitindo a obtenção de renda passiva. A diferença é que os dividendos são isentos de tributação para pessoa física.

FIIs

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) são modalidades presentes na renda variável. Eles são um tipo de veículo coletivo com operações focadas no mercado nacional de imóveis.

Os FIIs podem investir diretamente em empreendimentos imobiliários ou em títulos lastreados no setor, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Também há fundos que investem nas cotas de outros FIIs.

Assim como acontece com as ações, o investimento em fundos imobiliários acontece por meio da bolsa brasileira, a B3. É possível lucrar tanto com a valorização das cotas, quanto com o repasse de dividendos.

Se os critérios forem cumpridos, esses dividendos também são isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas.

ETFs

Os Exchange Traded Funds (ETFs) ou fundos de índice também têm as cotas negociadas na bolsa de valores. Eles são veículos coletivos de gestão passiva que espelham a performance de um indicador.

Para entender melhor, considere o exemplo do Ibovespa (IBOV) — principal índice de ações da bolsa brasileira. Nesse caso, um ETF que o utilize como benchmark deve compor seu portfólio com as mesmas empresas da carteira teórica do indicador para entregar um resultado similar ao índice.

BDRs

Ainda, vale a pena destacar os Brazilian Depositary Receipts (BDRs). Também conhecidos como certificados de depósitos de valores mobiliários, eles são ativos lastreados em investimentos internacionais.

Por meio de BDRs, os investidores podem acessar diversas alternativas estrangeiras indiretamente por meio da B3. O lastro dos certificados pode ser em ações de empresas, títulos de renda fixa, cotas de ETFs de outros países e Real Rstate Investment Trusts (REITs).

Por que investir em renda variável?

Como você viu, a renda variável apresenta diversas alternativas de investimento. Nesse sentido, adicioná-la à sua carteira pode trazer pontos positivos para seu planejamento financeiro e seus resultados no mercado.

Em primeiro lugar, os ativos dessa classe podem aumentar o potencial de retorno dos seus investimentos. Na renda fixa, por exemplo, existe um limite para a rentabilidade, definido pelas regras de remuneração dos títulos.

Já na renda variável, a valorização pode ser maior. No caso do investimento em ações, por exemplo, conforme as empresas alcançam bons resultados, suas ações tendem a se valorizar e você ainda pode receber dividendos no período.

Outro ponto positivo da renda variável é a diversidade de possibilidades disponíveis. A classe conta com muitas alternativas e com oportunidades distintas de remuneração. Assim, é possível obter renda passiva e mesmo se aproximar da independência financeira.

Contudo, também há riscos envolvidos. Apesar de o potencial de retorno ser mais alto, os investimentos de renda variável não oferecem garantias ou previsibilidade. Inclusive, existe a chance de lidar com prejuízos caso os ativos apresentem má performance.

Em vista disso, uma das principais práticas para diluir os riscos é diversificar os investimentos. Fazendo movimentações com diferentes alternativas do mercado financeiro, incluindo na renda fixa, você pode equilibrar os riscos e minimizar eventuais impactos negativos.

Como saber se está na hora de investir em renda variável?

Até aqui, você compreendeu as oportunidades que a renda variável pode proporcionar para sua carteira. Agora, vale a pena saber o que avaliar para saber se você está pronto para investir nessa classe.

Acompanhe!

Perfil e objetivos

O primeiro passo para saber se você está pronto para investir em renda variável é identificar o seu perfil de investidor. Isso acontece pela necessidade de lidar com riscos mais altos que aqueles que estão presentes na renda fixa.

Então a movimentação nessa classe pode ser mais adequada para investidores mais tolerantes ao risco — como os moderados e arrojados. Afinal, além do apetite aos riscos, eles podem ter mais experiência ao lidar com as eventuais oscilações do mercado.

Porém, investidores conservadores podem alocar uma pequena parte do capital em renda variável para diversificar o patrimônio.

Outro aspecto importante para sua tomada de decisão é o alinhamento das alternativas da renda variável com seus objetivos financeiros. Essas movimentações podem ser mais interessantes para investidores com objetivos de longo prazo — seja buscando valorização ou renda passiva.

Reserva de emergência

Além de avaliar seu perfil e seus objetivos, é fundamental montar a sua reserva de emergência antes de investir na renda variável. Com ela, você terá recursos que trarão tranquilidade para seu planejamento financeiro em momentos incertos ou de gastos urgentes.

A montagem dessa reserva é indispensável para gerar mais segurança para suas finanças. Dessa forma, você corre menos riscos de ter que se desfazer de investimentos na renda variável para cobrir imprevistos financeiros. Assim, há menos chances de sofrer prejuízos.

Geralmente, a reserva de emergência deve ser suficiente para cobrir 6 meses do seu custo de vida. Após construí-la, você poderá movimentar seu dinheiro em outras oportunidades do mercado financeiro sem ficar desprotegido contra situações imprevistas.

Após avaliar essas questões, entretanto, pode ser que você perceba que ainda não está pronto para investir na renda variável. Se for o caso, não há problemas, pois também é possível focar na renda fixa para alcançar seus objetivos.

Como você acompanhou, investir em renda variável pode ser interessante para otimizar seu desempenho e até diversificar a carteira. Porém, antes de investir, é fundamental usar essas dicas para avaliar se você está pronto para aproveitar as oportunidades da classe.

Gostou deste conteúdo? Aproveite para entender a relação entre razão e emoção durante suas decisões de investimento!

fonte: btg

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